sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Brincando de Arqueologia



Aqui está o registro fotográfico da recuperação de três "igaçabas", que são urnas funerárias indígenas. O trabalho arqueológico foi feito por Antônio Adauto Leite e por outros moradores da zona rural de Carmo do Rio Claro, em um sítio arqueológico nas proximidades do Lago de Furnas.
Conheça o trabalho desenvolvido pelo Museu Arqueológico Antonio Adauto Leite clicando no link abaixo:

https://www.facebook.com/museuarqueologico.antonioadauto?fref=ts


























Antonio Adauto e os Índios




Pouca gente sabe que o Lago de Furnas inundou vários sítios arqueológicos que poderiam ajudar a contar a história dos povos indígenas que viveram na região muito tempo antes da hidrelétrica ser construída. Antonio Adauto Leite, morador de Carmo do Rio Claro, sabia que a região havia sido habitada por índios e conseguiu reunir um dos maiores acervos arqueológicos particulares do país com peças recolhidas às margens do "Mar de Minas".

Mas muita história está perdida para sempre em locais como a Gruta de Itapecerica, que ficava próximo às corredeiras do Rio Sapucaí. O local nunca mais veio à tona, mesmo nas épocas em que o Lago de Furnas atingiu seus níveis mais baixos. O local tinha pinturas rupestres como as que ainda podem ser encontradas no município de Capitólio, onde Antonio Adauto tirou as fotos que ilustram essa postagem.
A história de Antonio Adauto é uma das que serão contadas no documentário "Histórias de quando a água chegou", que está em fase de produção.
Um pouco do trabalho desenvolvido pelo Museu Arqueológico Antônio Adauto Leite, em Carmo do Rio Claro, pode ser conferido na página da instituição, no Facebook:


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terça-feira, 4 de outubro de 2016

A derrubada da torre da igreja de Guapé




Praticamente toda cidade mineira nasceu em torno de uma capela. Guapé cresceu em volta da Igreja Matriz de São Francisco. Mas o templo foi encoberto pelas águas de Furnas quando a barragem foi construída. A história da demolição da torre é contada no relato emocionante do Sr, Néri e as ruínas do templo são mostradas por Laura Simões no vídeo abaixo. É só clicar no link.

domingo, 15 de maio de 2016

Lançamento do Catálogo Paulistinhas



                Um dos desdobramentos deste projeto de extensão foi o lançamento do catálogo “Paulistinhas”, realizado na noite de 12 de maio, no Auditório Leão de Faria, a Unifal-MG, com    a presença e palestra do artista plástico Magela Borbagatto, Mestre da Cultura Popular Brasileira, prêmio concedido pelo Ministério da Cultura (2013).
                As Paulistinhas são imagens sacras populares do Vale do Paraíba (SP), que surgiram para atender as demandas do comércio de imagens, no final do século XVII até o início do século XX. Feitas em argila branca cinzenta, queimadas em forno à lenha, possuem características muito próprias, tais como quantidade reduzida de cores (branco, azul, vermelho, preto e verde azulado); formato cônico; expressões rígidas; feições “ingênuas”; ocas até quase a cabeça (para facilitar o processo de queima) e, principalmente, na grande maioria, de culto doméstico, por se tratar de imagens feitas para o povo da região do Vale do Paraíba-SP, inicialmente.



                O evento foi aberto com a apresentação de um trio de violeiros, liderado pela Professora Helena Felício, que executou modas de viola de compositores do Vale do Paraíba, em homenagem ao palestrante. Após a palestra em que Magela apresentou os resultados de seus estudos realizados no Brasil e em Portugal, o artista plástico respondeu às perguntas dos participantes e autografou o seu catálogo.




























Operações Militares de Resgate

Quando a água chegou, muita gente desgostosa por perder suas terras desistiu de viver. Resolveu morrer ali mesmo, submersa junto com a sua vida, construída com muito trabalho e esforço ou recebida por herança. Em Carmo do Rio Claro, um dos casos mais conhecidos é o de um tal de Sô Antônio do Ó, mas casos semelhantes brotam aos montes nessas beiras de Lago de Furnas. Os irmãos Pedro Ricardo e Matilinho relembram como foram as operações militares para resgatar essas pessoas.

As premonições de Passos Maia

Uma das figuras mais importantes da histórias de Guapé foi Domiciano Augusto dos Passos Maia, primeiro prefeito da cidade. Quando a notícia de Furnas chegou à cidade, o político há havia morrido fazia quase dez anos. Só que Passos Maia (em foto abaixo, feita em 1900, por ocasião de sua formatura em medicina) parecia já saber do destino da sua cidade natal. É o que conta Laura Simões, na janela do casarão do Grupo Pró-Guapé.