domingo, 15 de maio de 2016

Lançamento do Catálogo Paulistinhas



                Um dos desdobramentos deste projeto de extensão foi o lançamento do catálogo “Paulistinhas”, realizado na noite de 12 de maio, no Auditório Leão de Faria, a Unifal-MG, com    a presença e palestra do artista plástico Magela Borbagatto, Mestre da Cultura Popular Brasileira, prêmio concedido pelo Ministério da Cultura (2013).
                As Paulistinhas são imagens sacras populares do Vale do Paraíba (SP), que surgiram para atender as demandas do comércio de imagens, no final do século XVII até o início do século XX. Feitas em argila branca cinzenta, queimadas em forno à lenha, possuem características muito próprias, tais como quantidade reduzida de cores (branco, azul, vermelho, preto e verde azulado); formato cônico; expressões rígidas; feições “ingênuas”; ocas até quase a cabeça (para facilitar o processo de queima) e, principalmente, na grande maioria, de culto doméstico, por se tratar de imagens feitas para o povo da região do Vale do Paraíba-SP, inicialmente.



                O evento foi aberto com a apresentação de um trio de violeiros, liderado pela Professora Helena Felício, que executou modas de viola de compositores do Vale do Paraíba, em homenagem ao palestrante. Após a palestra em que Magela apresentou os resultados de seus estudos realizados no Brasil e em Portugal, o artista plástico respondeu às perguntas dos participantes e autografou o seu catálogo.




























Operações Militares de Resgate

Quando a água chegou, muita gente desgostosa por perder suas terras desistiu de viver. Resolveu morrer ali mesmo, submersa junto com a sua vida, construída com muito trabalho e esforço ou recebida por herança. Em Carmo do Rio Claro, um dos casos mais conhecidos é o de um tal de Sô Antônio do Ó, mas casos semelhantes brotam aos montes nessas beiras de Lago de Furnas. Os irmãos Pedro Ricardo e Matilinho relembram como foram as operações militares para resgatar essas pessoas.

As premonições de Passos Maia

Uma das figuras mais importantes da histórias de Guapé foi Domiciano Augusto dos Passos Maia, primeiro prefeito da cidade. Quando a notícia de Furnas chegou à cidade, o político há havia morrido fazia quase dez anos. Só que Passos Maia (em foto abaixo, feita em 1900, por ocasião de sua formatura em medicina) parecia já saber do destino da sua cidade natal. É o que conta Laura Simões, na janela do casarão do Grupo Pró-Guapé.